quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Por que Evangelizar Crianças

   Conta-se que, após um evento evangelístico, alguém indagou a Dwight L. Moody quantas vidas ele ganhara para Cristo naquele dia. “Duas e meia”, respondeu o famoso evangelista. A pessoa sorriu e disse: “Entendo, o senhor quer dizer dois adultos e uma criança”. “Não”, replicou Moody. “Foram duas crianças e um adulto.” O que o fervoroso evangelista estava dizendo é que, ao trazer duas crianças a Cristo, ganhara duas vidas inteiras para o serviço do Senhor, ao passo que o adulto, talvez na metade de seus anos, podia dedicar-lhe apenas meia vida.
   Se há um departamento na igreja que demanda gastos e esforços é o Departamento Infantil. Será que vale a pena? Por que investir tanto na evangelização de crianças? Existem bases bíblicas para o evangelismo infantil? Sim, todo esforço e investimento são válidos para trazer a Cristo os pequeninos por quem Ele deu a própria vida.
   1. É ordem divina. Desde os tempos do Antigo Testamento, o doutrinamento infantil mereceu especial atenção de Deus e de seus sacerdotes e profetas. A ordem era que se incutisse na criança o conhecimento de Deus. Em o Novo Testamento, não são poucas as passagens que ordenam a evangelização dos pequeninos, e a maioria dessas ordens partiu do próprio Senhor.
   a) As crianças foram incluídas na  Grande Comissão. Todo crente está pronto a recitar o “Ide” de Jesus: “Ide... pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Poucos, porém, já pensaram no significado de “toda criatura”. A maioria se esquece de que a criança é também criatura de Deus e está incluída nessa ordem, juntamente com os adolescentes, jovens, adultos e idosos.
   b) As crianças foram chamadas por Cristo. “Deixai vir a mim os pequeninos” (Mc 10.14, ARA). Juntamente com o convite aos pequenos, estava a ordem do Mestre para que não fossem impedidos de se aproximar. Quase posso ver os discípulos, que antes proibiam a abordagem das crianças, agora lhes abrindo passagem na multidão. Imagino Pedro tomando, em suas mãos rústicas de pescador, a mãozinha gorducha de um menininho e trazendo-o ao Salvador.
   Estamos fazendo assim em nossas igrejas? Estamos abrindo caminho para os pequeninos, oferecendo-lhes as melhores salas da Escola Dominical, bons professores e material didático? Não fazer isso seria embaraçá-los em seu caminho para Cristo.
   Pastores e líderes, tomemos os pequeninos pelas mãos e levemo-los ao Salvador. Como? Projetando os templos de modo a oferecer espaço ao aprendizado infantil, investindo na especialização de obreiros interessados na salvação de crianças, adquirindo material apropriado ao evangelismo infantil, e realizando programações especiais voltadas a essa faixa etária.
   Sigamos o modelo de Jesus. Nas sinagogas, no Templo, nas aldeias e nas residências, as multidões o cercavam. Pobres e enfermos o buscavam, famintos de suas palavras. Sábios e incultos ouviam com avidez a sua doutrina. Doutores da Lei o questionavam. Publicanos, escribas, sacerdotes e governantes queriam ouvir-lhe a opinião. Contudo, o Mestre dos Mestres não se esquecia dos pequeninos. Deixai-os vir a Mim, ordenava ele, pegando-os no colo, abençoando-os, e garantindo que o Reino do céu lhes pertencia (Mc 10.13-16). Penso que eram as crianças quem mais vibravam com as parábolas do Mestre. Quanto não se emocionaram com a história da ovelhinha perdida! Parece que as vejo olhando o céu, acompanhando o voo das andorinhas, ou admirando o colorido dos lírios, enquanto o Senhor as ensinava a descansar no cuidado do Papai do Céu. Retornando às suas brincadeiras, levavam no coraçãozinho a certeza de que, para Deus,valiam mais que as flores e os pássaros. E que surpresa deliciosa terem sido tomadas como exemplo para os adultos, que deveriam tornar-se humildes como elas para herdarem o Reino dos céus! (Mt 18.1-6).
   c) Deus é o maior interessado na salvação das crianças. “Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18.14). Sim, a vontade de Deus é que todas se
salvem e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.4). Para isso, Ele enviou o próprio Filho Jesus.

Extraído do livro OS DESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO - cLA

2 comentários:

  1. Realmente uma realidade, muitas vezes aguardamos o crescimento de um desses pequenos para depois lhe perguntar o que você quer ser na vida, ou o que você vai fazer da vida, e não se atentamos que é somos nós que devemos direcioná-lo ao caminho correto desde pequenininhos, achamos que eles não tem condições de entender, e hoje podemos observar que é totalmente diferente, são esses pequeninos que transformam nossa vidas, eles tem o poder e o dom de transformar coração de pedra em um coração mais frágil onde é mais fácil penetrar o Amor.

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  2. Este tema nos toca a alma e o espírito!

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