domingo, 28 de agosto de 2016

Prevenção da rebeldia nas gerações vindouras

Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor [...] Porque ele [...] ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos; para que pusessem em Deus a sua esperança [...] e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde... (Sl 78.4-8).
A ordem de Deus era que o seu conhecimento fosse transmitido às crianças, e estas, quando crescessem, o fizessem a outras. Esse era, e ainda é, o modo de se prevenir o declínio espiritual das gerações vindouras. Atente para a possibilidade que havia de o povo de Deus seguir nas pisadas infiéis de seus antepassados. Se o conhecimento de Deus não for bem cimentado na presente geração, para que esta o comunique à próxima, as gerações futuras serão contumazes e rebeldes (v. 8).

Extraído do Livro de Apoio da EBD.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Por que Evangelizar Crianças

   Conta-se que, após um evento evangelístico, alguém indagou a Dwight L. Moody quantas vidas ele ganhara para Cristo naquele dia. “Duas e meia”, respondeu o famoso evangelista. A pessoa sorriu e disse: “Entendo, o senhor quer dizer dois adultos e uma criança”. “Não”, replicou Moody. “Foram duas crianças e um adulto.” O que o fervoroso evangelista estava dizendo é que, ao trazer duas crianças a Cristo, ganhara duas vidas inteiras para o serviço do Senhor, ao passo que o adulto, talvez na metade de seus anos, podia dedicar-lhe apenas meia vida.
   Se há um departamento na igreja que demanda gastos e esforços é o Departamento Infantil. Será que vale a pena? Por que investir tanto na evangelização de crianças? Existem bases bíblicas para o evangelismo infantil? Sim, todo esforço e investimento são válidos para trazer a Cristo os pequeninos por quem Ele deu a própria vida.
   1. É ordem divina. Desde os tempos do Antigo Testamento, o doutrinamento infantil mereceu especial atenção de Deus e de seus sacerdotes e profetas. A ordem era que se incutisse na criança o conhecimento de Deus. Em o Novo Testamento, não são poucas as passagens que ordenam a evangelização dos pequeninos, e a maioria dessas ordens partiu do próprio Senhor.
   a) As crianças foram incluídas na  Grande Comissão. Todo crente está pronto a recitar o “Ide” de Jesus: “Ide... pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Poucos, porém, já pensaram no significado de “toda criatura”. A maioria se esquece de que a criança é também criatura de Deus e está incluída nessa ordem, juntamente com os adolescentes, jovens, adultos e idosos.
   b) As crianças foram chamadas por Cristo. “Deixai vir a mim os pequeninos” (Mc 10.14, ARA). Juntamente com o convite aos pequenos, estava a ordem do Mestre para que não fossem impedidos de se aproximar. Quase posso ver os discípulos, que antes proibiam a abordagem das crianças, agora lhes abrindo passagem na multidão. Imagino Pedro tomando, em suas mãos rústicas de pescador, a mãozinha gorducha de um menininho e trazendo-o ao Salvador.
   Estamos fazendo assim em nossas igrejas? Estamos abrindo caminho para os pequeninos, oferecendo-lhes as melhores salas da Escola Dominical, bons professores e material didático? Não fazer isso seria embaraçá-los em seu caminho para Cristo.
   Pastores e líderes, tomemos os pequeninos pelas mãos e levemo-los ao Salvador. Como? Projetando os templos de modo a oferecer espaço ao aprendizado infantil, investindo na especialização de obreiros interessados na salvação de crianças, adquirindo material apropriado ao evangelismo infantil, e realizando programações especiais voltadas a essa faixa etária.
   Sigamos o modelo de Jesus. Nas sinagogas, no Templo, nas aldeias e nas residências, as multidões o cercavam. Pobres e enfermos o buscavam, famintos de suas palavras. Sábios e incultos ouviam com avidez a sua doutrina. Doutores da Lei o questionavam. Publicanos, escribas, sacerdotes e governantes queriam ouvir-lhe a opinião. Contudo, o Mestre dos Mestres não se esquecia dos pequeninos. Deixai-os vir a Mim, ordenava ele, pegando-os no colo, abençoando-os, e garantindo que o Reino do céu lhes pertencia (Mc 10.13-16). Penso que eram as crianças quem mais vibravam com as parábolas do Mestre. Quanto não se emocionaram com a história da ovelhinha perdida! Parece que as vejo olhando o céu, acompanhando o voo das andorinhas, ou admirando o colorido dos lírios, enquanto o Senhor as ensinava a descansar no cuidado do Papai do Céu. Retornando às suas brincadeiras, levavam no coraçãozinho a certeza de que, para Deus,valiam mais que as flores e os pássaros. E que surpresa deliciosa terem sido tomadas como exemplo para os adultos, que deveriam tornar-se humildes como elas para herdarem o Reino dos céus! (Mt 18.1-6).
   c) Deus é o maior interessado na salvação das crianças. “Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18.14). Sim, a vontade de Deus é que todas se
salvem e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.4). Para isso, Ele enviou o próprio Filho Jesus.

Extraído do livro OS DESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO - cLA

segunda-feira, 22 de agosto de 2016



Os que morrem na infância vão para o céu? 

PROBLEMA: As Escrituras ensinam que todos nasceram em pecado (Sl 51:5) “porque todos pecaram [em Adão]” (Rm 5:12). Contudo, Davi deu a entender que seu filho, uma criança recém-nascida que morreu, teria ido para o céu, ao dizer: “Eu irei a ela” (1 Sm 12:23).
SOLUÇÃO: Há três posições com relação às crianças que morrem antes da idade da responsabilidade, isto é, antes de atingirem maturidade suficiente para responder moralmente por seus próprios atos.
Somente as crianças eleitas vão para o céu. Alguns calvinistas extremados acreditam que apenas as crianças da primeira infância que são predestinadas é que vão para o céu (Ef 1:4; Rm 8:29). As que não são eleitas vão para o inferno. Eles não vêem maiores problemas com respeito à predestinação de crianças como tampouco veêm com a de adultos. Insistem que todos merecem o inferno, e que é apenas pela misericórdia de Deus que alguém é salvo (Tt 3:5-6).
Somente as crianças que viriam a crer vão para o céu. Outros declaram que Deus sabe o fim desde o princípio (Is 46.10) e sabe também o que é potencial bem como o que é real. Assim, ele sabe quais as crianças que teriam crido em Cristo, caso tivessem vivido. Argumentam que, em caso contrário, haveria pessoas no céu que não teriam crido em Cristo, o que vai de encontro às Escrituras (Jo 3:36). Todas as crianças que Deus sabe que não teriam crido, caso tivessem tido uma vida mais longa, vão para o inferno.
Todas as crianças vão para o céu. Ainda outros crêem que todas as crianças que morrem antes da idade da responsabilidade vão para o céu. Eles baseiam essa afirmação nas seguintes passagens. Primeiro, Isaías 7.16 refere-se a uma idade após a qual uma criança torna-se moralmente responsável: “antes que este menino saiba desprezar o mal e escolher o bem…”.
Segundo, Davi acreditava na vida após a morte e na ressurreição (Sl 16.10-11), de forma que ao referir-se ao dia em que se encontraria com o seu filho que morrera após o nascimento (2 Sm 12:23), deu a entender que aqueles que morrem na primeira infância vão para o céu, Terceiro, o Salmo 139 fala de um feto como sendo uma criatura de Deus cujo nome está escrito no “livro” de Deus no céu (vv.14-16).
Quarto, Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Me 19.14), indicando assim que até mesmo as criancinhas estarão no céu. Quinto, alguns veêm suporte para a criança em anjos da guarda na afirmação de Jesus de que os “pequeninos” têm “seus anjos no céu” (Mt 18:10). Sexto, o fato de a morte de Cristo ter sido para todos faz com que as criancinhas possam ser salvas, mesmo antes de crerem (Rm 5.18 l9).
Finalmente, a afirmação de Jesus quanto àqueles que não sabiam que não eram moralmente responsáveis (Jo 9.41) é usada para dar suporte à crença de que há céu para aqueles que por ora não podem crer, muito embora não haja céu para aqueles que, tendo idade, recusam-se a crer (Jo 3.36).

Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe.

sábado, 13 de agosto de 2016


A MESOPOTÂMIA


A Mesopotâmia é uma região entre os rios Tigre e Eufrates, no território do atual Iraque. Mesopotâmia quer dizer “terra entre rios” (do gregos “mesos”, que significa “entre”; e “potamus”, que quer dizer “rios).Os rios Tigre e Eufrates nascem no leste da Turquia, atravessam o território do atual Iraque e desembocam no Golfo Pérsico.A Mesopotâmia é parte de uma região por muitos chamada de Crescente Fértil. O Crescente Fértil compreende os atuais Iraque, Síria, Israel e Egito. Ela tem o formato de um arco que muito lembra uma lua crescente.Tudo indica que as primeiras civilizações da história surgiram nessa região, bem como às margens do rio Nilo. Alguns historiadores consideram que também foi lá que apareceram a agricultura, a criação de animais e a escrita.A Mesopotâmia foi habitada por diversas civilizações, entre elas os sumérios, os assírios e os babilônios. Por lá também passaram hebreus, persas, gregos e mongóis.As principais cidades da Mesopotâmia foram Ur, Uruk, Nínive, Babilônia, Akkad, Kish, Hatra, Babel, Acádia e Nimrud.
Os povos que habitaram a Mesopotâmia falavam línguas semitas, um conjunto linguístico do qual fazem parte o hebraico e o árabe. Entre as línguas semíticas, vale lembrar do caldeu, do assírio, do acadiano e do ugarítico.O primeiro povo a dominar a Mesopotâmia foi o sumério. Ele se fixou próximo ao Golfo Pérsico, no sul da região. Fundaram cidades como Ur, Uruk e Lagash.Foram os sumérios que desenvolveram a escrita cuneiforme em 3 500 a.C., um tipo de escrita feita com objetos em forma de cunha. Os primeiros registros foram feitos em tabuletas de argila.A Suméria foi dominada pelos acádios e, mais tarde, pelos amoritas, que criaram o Primeiro Império Babilônico.O Império Babilônico tinha como capital a cidade da Babilônia, vindo daí o nome do Império.Com a decadência da Babilônia, a Mesopotâmia foi totalmente dominada pelos assírios. A primeira capital do Império Assírio foi Assur. Depois, foi a vez de Nínive ser a capital.Os babilônicos dominaram Nínive e subjugaram os assírios, fundando o Segundo Império Babilônico. Esse império também foi chamado de Império Caldeu. Foi nessa época que foram erguidos os míticos jardins suspensos da Babilônia.
Os jardins suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. Dizem que foi um presente do rei Nabucodonosor à sua esposa. Uma curiosidade muito interessante: Os jardins suspensos da Babilônia continham berinjelas, cebolas, pepinos e árvores frutíferas.Babilônia foi dominada pelo líder persa Ciro II no ano de 539 a.C., transformando-a em província de seu império. Mas tarde foi a vez dos macedônios conquistarem a região.
O cativeiro da Babilônia foi a deportação em massa de judeus para a Babilônia, ordenada por Nabucodonosor II, o mais poderoso rei da Babilônia. Consta que durou 70 anos, só terminando com a conquista da região pelos persas.Os templos mesopotâmicos mais comuns eram os zigurates. Os zigurates tinham forma de pirâmide planada, com camadas construídas umas sobre as outras. O zigurate mais conhecida da história é a torre de Babel, localizada na cidade de mesmo nome. A torre de Babel é citada no mito bíblico sobre as origens das línguas.O mito do dilúvio universal provavelmente surgiu na Mesopotâmia. Ele é conhecido por muitos historiadores como parte da Epopeia de Gilgamesh. Outro mito hebraico que também pode ter origem na Mesopotâmia é o da criação do mundo.Foram os caldeus que estabeleceram a divisão do ano em 12 meses, da semana em 7 dias, da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos.O Código de Hamurabi foi um conjunto de leis criado na Mesopotâmia pelo rei Hamurabi. Um dos pontos principais do código foi a lei de talião, a famosa lei do “olho por olho dente por dente”.O Código de Hamurabi, rei da antiga Babilônia, continha leis sobre a fabricação e a comercialização da cerveja, além de deveres e direitos dos frequentadores das tabernas.

Breve História da Babilônia


"Depois da destruição de Nínive, sete anos antes, o Império Babilônico começou a crescer tão rapidamente que não dispunha de número suficiente de babilônios cultos para a cúpula governamental. Por isso, Nabucodonosor levou para Babilônia jovens saudáveis de boa aparência e de alto nível cultural a fim de ensinar-lhes a cultura dos caldeus e, assim, torná-los úteis ao serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos". Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p. 1244
A Religião Babilônica "Com a ascensão da supremacia da cidade da Babilônia, Marduque, o patrono da cidade, tornou-se a principal divindade do panteão babilônico. Uma festa de ano novo chamada de festa de 'akitu' era realizada anualmente em sua honra, na qual uma batalha simulada entre o rei e o dragão das profundezas era encenada repetidamente para comemorar a primitiva vitória de Marduque sobre o caos. O propósito da festa era anunciar o ano novo com um ritual para assegurar paz, a prosperidade e a felicidade por todo o ano. Outras divindades adoradas pelos babilônicos eram Anu, deus do céu; Enlil, deus do vento e da terra. Ea, deus do submundo - juntos, eles formavam uma tríade de divindades. Outra tríade importante era Sin, o deus-sol de Ur, e Harã, os primeiros abrigos da família de Abraão; Samas, a divindade do sol; e Istar, deusa do amor e da guerra, equivalente à Astarte dos fenícios, Astarote mencionada na Bíblia, e Afrodite dos gregos. Outras divindades significativas foram Nabu, o deus da escrita e Nergal (irmão de Marduque), o deus da guerra e da fome. Os deuses da Babilônia eram, em sua origem, personificações das várias forças da natureza. A religião babilônica era, dessa forma, uma adoração à natureza em todas as suas partes, prestando homenagem a seres super-humanos que eram ao mesmo tempo amigáveis e hostis, com frequência representados por formas humanas, animais" (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 213,1697).
"Arqueólogos revelam que os quatro jovens devem ter estudado por exemplo: língua caldeia, textos cuneiformes em caldeu e acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. Aproveite para mostrar aos alunos que quando o nosso compromisso com DEUS é forte, isso não significa necessariamente que seremos corrompidos por uma educação pagã, numa sociedade pagã" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 513).

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Daniel e seus amigos souberam realçar a soberania do DEUS único e verdadeiro na academia babilônica

"Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de suas convicções, mesmo se tivesse de pagar com a vida por isso. Note-se que Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas decisões; mas seu amor a DEUS e à sua lei achava-se de tal modo arraigados nele desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo coração. Aqueles que resolvem permanecer fiéis a DEUS, enfrentando a tentação, receberão forças para permanecerem firmes por amor ao Senhor. Por outro lado, aqueles que antes não tomam a decisão de permanecer fiéis a DEUS e à sua Palavra, terão dificuldade para resistir ao pecado ou evitar conformar-se com os caminhos do mundo" (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1244).